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Ana Maria Eyng (PUCPR): trabalho com
projetos traz diversos benefícios
A pedagoga Ana Maria Eyng é professora titular da Pontifícia
Universidade Católica do Paraná e pesquisadora no programa de pós-graduação em
educação da mesma instituição.
Com doutorado em Inovação e Sistema Educativo pela Universidad Autonoma
de Barcelona, na Espanha, Ana Maria atua, principalmente, com os seguintes
temas: projetos pedagógicos institucional e de curso, formação de professores,
políticas educacionais, e gestão educacional.
Em entrevista ao Jornal do Professor, Ana Maria diz que são diversos os
benefícios proporcionados pelo desenvolvimento de projetos. Cita, entre eles, a
abordagem interdisciplinar no processo ensino-aprendizagem e a ação colegiada
no processo pedagógico, além do potencial mobilizador, que gera motivação,
desafio, gratificação e maior fundamentação na formação teórica e prática de
alunos e professores.
Jornal do Professor – Quais os principais benefícios que o
desenvolvimento de projetos na sala de aula pode trazer para a escola,
professores e alunos?
Ana Maria Eyng - É importante assinalar, inicialmente, que as demandas educativas
atuais estabelecem desafios novos para a escola, professores e alunos. Essas
demandas exigem que sejam ampliados os entendimentos, os tempos e os espaços da
sala de aula.
O trabalho com projetos que tem como foco a aprendizagem amplia o
entendimento, o tempo e o espaço da sala de aula. Tanto a reflexão teórica
quanto as experiências de aplicação demonstram que os benefícios proporcionados
pelo desenvolvimento de projetos são diversos. Num trabalho de formação
continuada de professores de uma rede municipal de ensino do Estado do Paraná,
que tive o privilégio de assessorar e no qual pudemos estudar, planejar,
aplicar e avaliar o trabalho com projetos, ao final sistematizamos os
benefícios possibilitados.
Assim, podemos listar como benefícios do trabalho com projetos que
abrangem a escola, os professores e os alunos:
1. a avaliação do projeto da escola;
2. a formação continuada dos profissionais da escola;
3. a aprendizagem continuada do professor no movimento
ação-reflexão-ação extensivo a toda a organização escolar;
4. a ação colegiada no processo pedagógico;
5. a prática pedagógica reflexiva;
6. a superação das dificuldades de aprendizagem (de alunos, professores
e da escola), manifestadas por intermédio da rotina, insegurança ou medo;
7. a quebra de paradigmas superando modelos mentais arraigados;
8. a apresentação de potencial mobilizador, gerando motivação, desafio,
gratificação e maior fundamentação na formação teórico-prática de alunos e
professores;
9. a abordagem interdisciplinar no processo ensino-aprendizagem;
10. a melhora da aprendizagem no processo pedagógico;
11. a ampliação do espaço e do tempo da aprendizagem.
Gostaria de destacar que esses benefícios, em conjunto, poderão efetivar
a educação básica de qualidade para todos.
JP - Em sua opinião, o desempenho dos alunos apresenta melhora com a
implantação de projetos? De que forma?
AME – A melhora é sem dúvida bastante significativa, o que se pode
constatar pelos avanços relatados na resposta anterior. Além disso, gostaria de
acrescentar que os problemas de comportamento (tais como competição,
indisciplina, indiferença, acomodação, briga, desrespeito, conflito) e as
dificuldades na aprendizagem (tais como atenção, aprender a pensar, audição,
dicção, interpretação, concentração, coordenação motora, expressão corporal,
leitura e escrita, matemática – situações-problema, tabuada, divisão, associar
o número à quantidade, etc.), relacionados pelos professores no início da
capacitação, já referida, foram atenuados e/ou superados.
Isso ocorre quando se dá ao aluno a oportunidade de refletir e
pesquisar, vinculando as suas referências, sua bagagem de conhecimento ao
conhecimento científico, já sistematizado, relacionando-os com a realidade.
Dando-lhe, ainda, a oportunidade de experimentar, investigar, trocar ideias.
Assim, o aluno estará pesquisando e construindo um conhecimento significativo
que lhe permite compreender e significar o cotidiano e os diversos contextos
locais e globais.
No trabalho com projetos, os diferentes estilos de aprendizagem,
considerando as características, os talentos e as qualidades dos aprendizes,
podem ser mobilizados com o intuito de superar as dificuldades que impedem a
aprendizagem. Outra estratégia importante é valorizar as atividades preferidas
pelo grupo, pois elas têm grande poder mobilizador.
A proposta permite o desenvolvimento da criatividade, da inovação, da
quebra das rotinas, da utilização de materiais diversificados. Na
contextualização do projeto, a maior riqueza da proposta está na utilização da
realidade como fonte de pesquisa, pois essa se constitui, sem dúvida, numa
fonte disponível, barata e inesgotável de informações.
JP – Como este tipo de metodologia pode ser utilizado em sala de aula?
AME – A metodologia se pauta na pesquisa, vinculada ao projeto
pedagógico da escola, que seja fruto de reflexão coletiva e continuada, e que
de preferência se paute numa concepção de currículo integrado.
A participação irá se dar por meio de planejamento, aplicação e
avaliação participativa de projetos de pesquisa interdisciplinar. Essa
participação, a que me refiro, dá-se em dois níveis:
1. a participação efetiva do professor na elaboração do projeto da escola
– a partir do qual irá desenvolver os projetos em sala de aula; 2. a
participação dos alunos no planejamento, aplicação e avaliação do projeto de
aprendizagem.
O currículo integrado, nessa proposta, poderá contribuir na superação da
dicotomia e da fragmentação formativa, pois enfatiza a produção do conhecimento
interdisciplinar, contextualizado e inovador. O currículo integrado seria
aquele capaz de promover a inter-relação teórico-prática no processo formativo
e, ainda mais, permitir às disciplinas interatuarem como unidades integradas e
contextualizadas. Esta modalidade enfatiza a problematização na construção do
conhecimento.
JP – Quais os aspectos desta metodologia que devem ser observados e
levados em consideração na hora de elaborar um projeto como os que participam
do Prêmio Professores do Brasil?
AME - A inovação pedagógica poderá se processar mediante organização
de projetos integrados de aprendizagem – PIA –, orientados nos princípios da
interdisciplinaridade, da problematização e da pesquisa contextualizada,
objetivando a construção individual e coletiva do conhecimento significativo e
a construção do currículo mediante planejamento e gestão participativa do
projeto pedagógico da escola.
Na elaboração de um projeto, devem ser observados como princípios
básicos a pesquisa, a interdisciplinaridade e a participação, habilidades já
referidas na resposta anterior. No encaminhamento metodológico, sugiro a
consideração de quatro etapas inter-relacionadas e complementares.
A) Mobilização para o conhecimento: na mobilização, definido
coletivamente o tema da aprendizagem, cabe ao professor provocar, nos
aprendizes, a curiosidade, a motivação para aprender, enfim, mobilizá-los para
que o processo de aprendizagem se inicie. Sugestão de procedimentos: observação
e análise de filmes, fotografias, músicas, poemas, pequenos textos, gravuras e
gráficos, além de perguntas e relato de fatos do cotidiano.
B) Pesquisa do conhecimento sistematizado: no segundo momento, na
pesquisa do conhecimento sistematizado, objetiva-se o levantamento dos
conceitos básicos e iniciais já sistematizados disponíveis a respeito do tema,
compreendendo o conhecimento sobre a realidade. Esses conceitos iniciais são de
extrema relevância para a operacionalização da fase seguinte, que objetiva
interrogar a realidade, questionando o conhecimento já sistematizado. Sugestão
de procedimentos: coleta de informações sistematizadas sobre o tema consultando
livros, revistas, jornais e meios eletrônicos.
C) Pesquisa de campo: no terceiro momento, processa-se a pesquisa de
campo, quando o aprendiz irá aprender com, na e da realidade. Os sujeitos
interrogam a realidade, inseridos, envolvidos nela. Sugestão de procedimentos:
coleta de informações na vida real, utilizando observação, entrevistas,
aplicação de questionários.
D) Atividades de aplicação, aprofundamento e sistematização do
conhecimento: é no quarto momento que o conhecimento é sistematizado e
reintegrado à prática, mediante atividades de aplicação, aprofundamento e
sistematização do conhecimento produzido. Aqui se abrem novos questionamentos
que poderão desencadear um novo processo. Sugestão de procedimentos: produção
de textos individuais e coletivos, debates, elaboração de relatórios,
organização de campanhas de conscientização da comunidade, palestras, confecção
de maquetes, painéis, criação de poesias, músicas, peças teatrais, gráficos e
tabelas.
Essa sugestão de encaminhamento metodológico foi inspirada nos estudos
de Freire (1980), Vasconcelos (1995) e publicada em EYNG, Ana Maria. Planejamento
e gestão da construção do conhecimento no cotidiano escolar:
plures-humanidades. Revista da coordenadoria de pesquisa e pós-graduação,
Ribeirão Preto: 3, 1, p. 14-34, jan./out., 2002.
JP – Os projetos podem ajudar no crescimento pessoal e profissional dos
professores?
AME - O trabalho com projetos suscita um processo inovador que requer
a mudança de cultura, dos gestores, dos professores, dos pais, dos alunos, das
instituições e dos sistemas escolares. Enfrentar esse desafio, que pode ser
deflagrado por um novo olhar à prática pedagógica, poderá efetivar-se na
construção de uma nova profissionalidade docente e de um novo papel da escola
como gestora, e ao mesmo tempo como espaço privilegiado no processo, tanto da
formação inicial, quanto na formação continuada do conjunto de seus
protagonistas.
Acredito que o trabalho com projetos de aprendizagem podem ser
inspiradores na busca por ressignificar o sentido da educação e o sentido da
vida humana. Esse movimento tem um enorme potencial e há que ser continuado,
como afirmou um aluno (de primeira série) no final do tempo destinado ao
projeto. Quando a professora explicou para a sua turma que naquele momento
iriam fazer a avaliação do projeto que havia acabado, um menino se manifesta,
dizendo: “Professora, o projeto não acabou, ele está na nossa vida todo o dia!”
“Eyng, Ana
Maria. Trabalho com projetos traz diversos benefícios. Portal do Professor,
2009.”
Link do Artigo Referido:
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/noticias.html?idEdicao=34&idCategoria=8
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"Carros"
"Boleiros
- Era uma Vez o Futebol...": como analisar o esporte sob a perspectiva cultural
Segunda-feira,
30 de Abril de 2012 | ISSN 1519-7670 - Ano 16 -
nº 691
VOLTA ÀS AULAS
Reportagens constatam despreparo das redes de
ensino
Por Mariângela Graciano em 09/03/2010
na edição 580
A cobertura educacional na última
semana de fevereiro (22 a 28) foi marcada por notícias que registram
dificuldades encontradas por estudantes e professores para iniciar o ano
letivo. A Notícia (SC, 25 e 26/2) eA Gazeta (MT, 26/2) destacaram a precariedade
das condições físicas de prédios, que obrigaram a improvisos inusitados, como
aulas em corredores, embaixo de árvores ou o adiamento do retorno por tempo
indeterminado.
Outro tema preocupante é a falta de
vagas para atender estudantes do ensino fundamental, conforme noticiaram a Gazeta do Povo (PR, 23/2) e o Diário de Natal (RN, 23/2). Vale destacar que no ano passado oAção na Mídia identificou
conjunto de reportagens similar, o que indica uma tendência que contradiz as
informações oficiais, atualmente senso comum, sobre a universalização do acesso
à educação na faixa dos 7 aos 14 anos.
A situação, identificada por alguns
jornais, merece investigação em todos os municípios. Os conselhos tutelares são
importantes fontes de informação para a produção de reportagens sobre o tema,
assim como é preciso perguntar aos gestores das diferentes redes de ensino
sobre a orientação para o registro de demanda (quando mães e pais procuram a
escola para matricular as crianças e não há vagas, onde e como é registrada a
solicitação?), e conferir se a versão oficial se confirma nas unidades
escolares. As razões para a falta de vagas também não foram abordadas nas
reportagens – escolas foram fechadas? Número de turnos reduzidos sem a
ampliação do número de salas? São algumas das perguntas que os gestores têm a
obrigação de responder.
Quais as medidas cabíveis
A falta de preparo das redes de
ensino de São Paulo – estadual e da capital – para receber as crianças de seis anos
no ensino fundamental pautou a Folha de S.Paulo em (26/2). O jornal acerta em visitar escolas e mostrar as dificuldades
cotidianas, enfrentadas por estudantes e professoras, assim como em estimular
os gestores a explicarem as medidas para superar a situação e trazer reflexões
de pesquisadores sobre o direito da infância e as opções pedagógicas. Mas se
equivoca ao explicar o contexto.
Embora a lei que estabelece a
matrícula aos 6 anos seja de 2005, esta apenas cumpre determinação do Plano
Nacional de Educação, de 2000, e está no contexto da ampliação do ensino
fundamental de 8 para 9 anos, determinado no PNE. Também é equivocada a
abordagem que a medida, atribuída ao MEC, se destina a colocar as crianças
pobres na escola. Não é nem uma coisa, nem outra. O MEC apenas cumpriu o
estabelecido no PNE – nada além de sua obrigação –, e trata-se de uma política
universal – não é uma ação afirmativa, ou compensatória, ou ainda um programa
de inclusão social. Aliás, seria interessante verificar se e como as redes privadas
de ensino estão cumprindo a lei.
As três situações registradas pelos
jornais evidenciam falhas na gestão da educação e seria muito importante que as
reportagens tomassem o sistema de justiça como fonte para informar quais as
medidas cabíveis para a responsabilização administrativa e judicial dos
governantes. Afinal, ninguém pode alegar surpresa ou falta de tempo para
planejar o início de um ano letivo.
Audiência no STF discute cotas
Folha de S.Paulo (26/2) e O Globo (27/2) noticiaram os resultados do
desempenho dos estudantes paulistas no exame criado pela Secretaria Estadual de
Educação. A Folha acertou em repercutir os resultados, interpretados pelos gestores como
validação de sua política de remuneração por bônus e adoção de apostilas, com
pesquisadores do campo. A informação sobre a mudança na metodologia para
computar os resultados, agora considerando suficiente o que era insuficiente no
ano passado, ajudou a entender os resultados. A lamentar que outros veículos
tenham simplesmente reproduzido as informações produzidas pela assessoria de
imprensa da SEE/SP.
A audiência pública promovida pelo
STF nos dias 3, 4 e 5 de março para ouvir argumentos contrários e favoráveis à
adoção de cotas para o ingresso de pessoas negras nas universidades teve pouco
destaque nos jornais. Correio Braziliense (26/2), O Globo (26 e 27/2) e Jornal de Brasília (28/2) trataram do tema em pequenas notas. Também, editorial de O Globo, comentando o evento em tom
alarmista, argumentou que o ingresso de estudantes por meio de cotas coloca em
risco a qualidade das instituições de ensino, quando pesquisas que provam
justamente o contrário são bastante conhecidas.
No total, 38 pessoas foram chamadas a
se pronunciar no STF para instruir seus membros, que devem julgar a ação de
inconstitucionalidade proposta pelo DEM. Divulgar os diferentes argumentos
apresentados na audiência é uma importante pauta para a próxima semana para
estimular a sociedade em geral a se envolver com a temática. Leia mais sobre a
audiência pública do STF emwww.acaoeducativa.org.
Tolerância zero
"Professores de castigo"
foi o título da polêmica reportagem publicada pela revista Época (22/2) abordando medidas adotadas pela prefeitura de Nova York para
afastar das salas de aula professores que não correspondem às expectativas das
direções. A reportagem conta em detalhes, e com entusiasmo, que os professores
afastados, sem direito à defesa inicial, aguardam a decisão sobre sua
permanência na carreira "de castigo": "passam os dias de
trabalho confinados em salas vazias, dentro de complexos chamados de Centro de
Recolocação Temporária", onde são vigiados por seguranças; não podem ler,
falar ao telefone ou usar computador.
A repórter Camila Guimarães poderia
ter apresentado pelo menos uma fonte qualificada para comentar a medida,
inclusive do ponto de vista ético, ao invés de se ocupar tanto com os custos da
ação.
O texto tenta justificar a ação do
prefeito com frases de pesquisadoras de instituições privadas brasileiras que afirmam
haver conflito entre os direitos da carreira docente e o direito de aprender
das crianças e que os professores não admitem precisar de ajuda. As fontes e as
frases são as mesmas utilizadas nas reportagens que defendem a remuneração por
bônus, implementada pela SEE/SP e citada na matéria como uma versão "mais
suave" que as salas de castigo, pois ao invés de punir os maus, premia os
bons. Bastante infeliz a comparação; ainda que não existam dados que comprovem
a eficácia da política de bônus adotada em São Paulo, felizmente ela não tem
nada em comum com uma ação que se aproxima do campo da segurança pública, uma
quase medida de privação de liberdade.
A produção de reportagens pautadas em
experiências internacionais exige, além de bom senso, consulta a fontes que
possam contribuir com informações e análises baseadas em pesquisas e dados
consistentes.Confira aqui o Banco de Fontes sobre ofício docente.
FONTE:http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/reportagens_constatam_despreparo_das_redes_de_ensino
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Reportagens
Projeto: Água
Objetivos - Reconhecer características da água.
- Associar o uso da água a algumas de suas características.
- Perceber a interferência do homem no meio ambiente.
Conteúdos
- Características e propriedades da água.
- Distribuição da água no planeta.
- Utilização da água pelo homem.
Anos 3º ao 5º.
Tempo estimado Dois meses.
Material necessário Água, copo de papel, folha de papel, vela, fósforo, recipiente plástico, giz, suco em pó ou corante, garrafa PET, açúcar, sal e detergente.
Flexibilização Para trabalhar esta sequência com alunos com deficiência auditiva (com compreensão inicial de Libras e em processo de alfabetização), na primeira etapa, oriente-os individualmente, explicando em detalhes como será cada etapa da atividade. Ao falar para o grupo, dirija-se ao aluno com deficiência e estimule sua leitura orofacial.
Na segunda etapa, amplie o repertório do aluno sobre o tema, encaminhando leituras e atividades junto ao AEE ou como lição de casa.
Na terceira etapa, estimule a participação do aluno com deficiência fazendo perguntas dirigidas apenas a ele e peça que socialize suas ideias com o grupo.
Na avaliação, combine antecipadamente com o aluno como será sua participação na Feira de Ciências. Caso sua comunicação com o público seja limitada, ele pode se sentir mais representado pelos registros em cartazes ou vídeos feitos com o grupo.
Desenvolvimento 1ª etapa Informe aos alunos que eles farão um trabalho para ser apresentado numa feira de Ciências sobre o tema "Água". Divida a turma em grupos com, no máximo, cinco integrantes, e avise que todos estudarão vários aspectos ligados ao assunto. É importante lembrá-los de que o evento será investigativo. Caberá aos estudantes envolvidos no projeto, portanto, fazer a mediação com os visitantes da feira durante o processo de construção de alguns conhecimentos.
2ª etapa Para dar início à preparação da feira, deixe que os alunos observem você colocar um pedaço de papel na chama de uma vela para que ele pegue fogo. Em seguida, trabalhe as seguintes questões: 1) Por que, ao ser posto no fogo por alguns instantes, um copo de papel com água não pega fogo? A água do copo esquenta? Você pode fazer uma demonstração dobrando uma folha de papel em forma de cone e colocando dentro dele um pouco de água. Depois, aproxime-o da chama da vela. As crianças perceberão que, dessa vez, o papel não pega fogo, pois a água é capaz de absorver a maior parte do calor. Peça sugestões de outros casos em que a capacidade térmica da água seja evidenciada. Exemplo: quando entramos no mar ou em uma piscina à noite e sentimos que a água está quente (essa sensação se deve justamente ao fato de a água ter passado o dia inteiro absorvendo calor); 2) Por que a água é considerada um solvente universal? Os estudantes podem fazer misturas de água com sal, açúcar e detergente para notar que todas essas substâncias se dissolvem; 3) Por que, quando molhamos a barra da calça na chuva, ela acaba ficando úmida até quase a altura dos joelhos? Para explicar esse fenômeno, chamado capilaridade, proponha experimentos como os seguintes: em um recipiente, coloque um pouco de água e adicione corante ou suco em pó. Depois, peça que os alunos mergulhem a ponta de um giz branco no líquido. Eles verão que a parte colorida "subirá" além do ponto em que o giz foi mergulhado. O mesmo pode ser observado ao mergulhar em um recipiente a ponta de uma toalha de banho; 4) Por que alguns insetos são capazes de "andar" na superfície da água? Esse é o gancho para abordar outra propriedade importante da água: a tensão superficial. Faça uma investigação sobre o tema com a turma; 5) A água disponível na natureza vai acabar um dia? Para discutir o assunto, leve para a sala uma garrafa PET e monte um modelo de escala da água do planeta. Se toda ela coubesse numa garrafa de 2 litros, quanto desse total seria doce? Resposta: apenas três ou quatro colheres de sopa. Quanto dessa água doce está em forma líquida e disponível para consumo? Resposta: aproximadamente três gotas. Durante a atividade, faça perguntas sobre a utilização desse recurso natural pelo homem e as possíveis consequências do uso inconsciente.
3ª etapa É hora de a garotada elaborar a problematização que será desenvolvida junto aos visitantes da feira de Ciências. Explique que ela deve estar relacionada aos seguintes conteúdos: 1) Características e propriedades da água; 2) Distribuição da água no planeta; 3) Utilização da água pelo homem. Garanta que, durante as aulas, os estudantes tenham contato com esses conteúdos. É fundamental que eles pesquisem, façam experimentos e escrevam sobre os três temas.
4ª etapa
Explique à turma que a feira de Ciências que vocês pretendem organizar só será investigativa se os visitantes participarem das atividades. Dê alguns exemplos de como isso pode ser conseguido. Uma estratégia é propor aos estudantes que trabalhem em grupo para solucionar um problema, deixando claro que os questionamentos apresentados por você durante as aulas de preparação para a feira podem ser repetidos com os visitantes. Avise que você estará por perto o tempo todo para ajudar. Produto final Feira de Ciências.
Avaliação Avalie a participação de cada aluno e verifique se os objetivos de aprendizagem foram atingidos. Uma breve apresentação do trabalho em sala de aula.
- Associar o uso da água a algumas de suas características.
- Perceber a interferência do homem no meio ambiente.
Conteúdos
- Características e propriedades da água.
- Distribuição da água no planeta.
- Utilização da água pelo homem.
Anos 3º ao 5º.
Tempo estimado Dois meses.
Material necessário Água, copo de papel, folha de papel, vela, fósforo, recipiente plástico, giz, suco em pó ou corante, garrafa PET, açúcar, sal e detergente.
Flexibilização Para trabalhar esta sequência com alunos com deficiência auditiva (com compreensão inicial de Libras e em processo de alfabetização), na primeira etapa, oriente-os individualmente, explicando em detalhes como será cada etapa da atividade. Ao falar para o grupo, dirija-se ao aluno com deficiência e estimule sua leitura orofacial.
Na segunda etapa, amplie o repertório do aluno sobre o tema, encaminhando leituras e atividades junto ao AEE ou como lição de casa.
Na terceira etapa, estimule a participação do aluno com deficiência fazendo perguntas dirigidas apenas a ele e peça que socialize suas ideias com o grupo.
Na avaliação, combine antecipadamente com o aluno como será sua participação na Feira de Ciências. Caso sua comunicação com o público seja limitada, ele pode se sentir mais representado pelos registros em cartazes ou vídeos feitos com o grupo.
Desenvolvimento 1ª etapa Informe aos alunos que eles farão um trabalho para ser apresentado numa feira de Ciências sobre o tema "Água". Divida a turma em grupos com, no máximo, cinco integrantes, e avise que todos estudarão vários aspectos ligados ao assunto. É importante lembrá-los de que o evento será investigativo. Caberá aos estudantes envolvidos no projeto, portanto, fazer a mediação com os visitantes da feira durante o processo de construção de alguns conhecimentos.
2ª etapa Para dar início à preparação da feira, deixe que os alunos observem você colocar um pedaço de papel na chama de uma vela para que ele pegue fogo. Em seguida, trabalhe as seguintes questões: 1) Por que, ao ser posto no fogo por alguns instantes, um copo de papel com água não pega fogo? A água do copo esquenta? Você pode fazer uma demonstração dobrando uma folha de papel em forma de cone e colocando dentro dele um pouco de água. Depois, aproxime-o da chama da vela. As crianças perceberão que, dessa vez, o papel não pega fogo, pois a água é capaz de absorver a maior parte do calor. Peça sugestões de outros casos em que a capacidade térmica da água seja evidenciada. Exemplo: quando entramos no mar ou em uma piscina à noite e sentimos que a água está quente (essa sensação se deve justamente ao fato de a água ter passado o dia inteiro absorvendo calor); 2) Por que a água é considerada um solvente universal? Os estudantes podem fazer misturas de água com sal, açúcar e detergente para notar que todas essas substâncias se dissolvem; 3) Por que, quando molhamos a barra da calça na chuva, ela acaba ficando úmida até quase a altura dos joelhos? Para explicar esse fenômeno, chamado capilaridade, proponha experimentos como os seguintes: em um recipiente, coloque um pouco de água e adicione corante ou suco em pó. Depois, peça que os alunos mergulhem a ponta de um giz branco no líquido. Eles verão que a parte colorida "subirá" além do ponto em que o giz foi mergulhado. O mesmo pode ser observado ao mergulhar em um recipiente a ponta de uma toalha de banho; 4) Por que alguns insetos são capazes de "andar" na superfície da água? Esse é o gancho para abordar outra propriedade importante da água: a tensão superficial. Faça uma investigação sobre o tema com a turma; 5) A água disponível na natureza vai acabar um dia? Para discutir o assunto, leve para a sala uma garrafa PET e monte um modelo de escala da água do planeta. Se toda ela coubesse numa garrafa de 2 litros, quanto desse total seria doce? Resposta: apenas três ou quatro colheres de sopa. Quanto dessa água doce está em forma líquida e disponível para consumo? Resposta: aproximadamente três gotas. Durante a atividade, faça perguntas sobre a utilização desse recurso natural pelo homem e as possíveis consequências do uso inconsciente.
3ª etapa É hora de a garotada elaborar a problematização que será desenvolvida junto aos visitantes da feira de Ciências. Explique que ela deve estar relacionada aos seguintes conteúdos: 1) Características e propriedades da água; 2) Distribuição da água no planeta; 3) Utilização da água pelo homem. Garanta que, durante as aulas, os estudantes tenham contato com esses conteúdos. É fundamental que eles pesquisem, façam experimentos e escrevam sobre os três temas.
4ª etapa
Explique à turma que a feira de Ciências que vocês pretendem organizar só será investigativa se os visitantes participarem das atividades. Dê alguns exemplos de como isso pode ser conseguido. Uma estratégia é propor aos estudantes que trabalhem em grupo para solucionar um problema, deixando claro que os questionamentos apresentados por você durante as aulas de preparação para a feira podem ser repetidos com os visitantes. Avise que você estará por perto o tempo todo para ajudar. Produto final Feira de Ciências.
Avaliação Avalie a participação de cada aluno e verifique se os objetivos de aprendizagem foram atingidos. Uma breve apresentação do trabalho em sala de aula.
7 erros do professor em sala de aula
Confira como evitar atividades sem foco ou morosas, que roubam um precioso tempo da aprendizagem
O problema Deixar a turma sem fazer nada ao corrigir exames ou propor que os alunos confiram as avaliações.
A solução Nesse caso, o antídoto é evitar a ação. Corrigir provas é tarefa do educador, para que ele possa aferir os pontos em que cada um precisa avançar. E o momento certo para isso é na hora-atividade.
O problema Durante um debate, pedir que todos os estudantes se manifestem, gerando desinteresse e opiniões repetitivas.
A solução O ideal é fazer perguntas como "Alguém tem opinião diferente?" e "E você? Quer acrescentar algo?". Assim, as falas não coincidem e os alunos são incentivados a ouvir e a refletir.
O problema Crianças que terminam suas tarefas ficam ociosas ao esperar que os demais acabem. Além de perder uma chance de aprender, atrapalham os colegas que ainda estão trabalhando.
A solução Ter uma segunda atividade relacionada ao tema da primeira para contemplar os mais rápidos.
O problema A arrumação de carteiras e mesas para trabalhos em grupo e rodas de leitura acaba tomando uma parte da aula maior do que das atividades em si.
A solução Analisar se a mudança na disposição do mobiliário influi, de fato, no aprendizado. Em caso positivo, vale programar arrumações prévias à aula.
O problema Abordar o assunto mais quente do momento por várias aulas, o que pode sacrificar o tempo dedicado ao conteúdo.
A solução Dosar o espaço das atualidades e contextualizar o tema. Em Geografia, por exemplo, pode-se falar de deslizamentos de terra relacionando-os aos tópicos de geologia.
O problema Pedir que os alunos façam atividades como lembrancinhas para datas comemorativas sem nenhum objetivo pedagógico.
A solução Só propor atividades manuais ligadas a conteúdos curriculares - nas aulas de Artes, por exemplo, para estudar a colagem como um procedimento artístico.
O problema Pedir trabalhos individuais sobre um tema sem nenhum tipo de subdivisão. Como resultado, surgem produções iguais e, muitas vezes, superficiais.
A solução Dividir o tema em outros menores e com indicações claras do que pesquisar. Isso proporciona investigações mais profundas e dinamiza a socialização.
BIBLIOGRAFIA
Competências e Habilidades: Da Proposta à Prática, Carlos Henrique Carrilho Cruz, 64 págs., Ed. Loyola,
FONTE http://revistaescola.abril.com.br/
Competências e Habilidades: Da Proposta à Prática, Carlos Henrique Carrilho Cruz, 64 págs., Ed. Loyola,
FONTE http://revistaescola.abril.com.br/
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